14.2.15

Meme - 5 (+1) filmes para o Oscar da minha vida

Imagino que o "5 (+1)" do título deve ter ficado meio confuso, mas permita-me explicar: o meme originalmente pedia cinco filmes, mas... eu não resisti e separei seis filmes da minha pequena DVDteca particular, então vamos considera-lo como um bônus. E não importa se algum deles já ganhou algum Oscar de verdade ou já foram realmente indicados, pra mim são alguns dos melhores filmes da minha vida e se eu pudesse fazer minhas indicações para o prêmio, seriam esses seis fácil, fácil.

5 (+1) Filmes para o Oscar da minha vida

Então... Bora ver a minha seleção?

1) Categoria "drama dramático": Cidade dos Anjos (1998)


Lembro da primeira vez que assisti esse filme, pois fiquei indignada com o final dele - que eu acho que todo mundo sabe, mas se não você sabe porque, de repente ainda não assistiu, pule essa parte e vá para o próximo parágrafo... Tive a reação que eu acho que muita gente tem com finais assim: Como assim ela morre, PQP!?
Choro horrores assistindo ele até hoje *ai, que besta eu*. E acho que o que fez com que eu me encantasse com esse filme, foi essa temática do amor de um anjo por uma mortal, dele trocar a eternidade por um amor... Me soou tão poético. E a trilha sonora ajuda também, né? Quem nunca dedicou Iris do Goo Goo Dolls para um amor nessa vida? *Atire a primeira pedra quem nunca*

2) Categoria "ria da minha desgraça antes que eu ria da sua": Alta Fidelidade (2000)


Ou High Fidelity - seu título original - foi adaptado do livro homônimo do escritor americano Nick Hornby, lançado em 1995. O livro foi um sucesso de vendas, confesso que não o li - ainda - mas o filme, ahhh... O filme me conquistou por vários motivos. Primeiro o personagem de John Cusack, Rob Gordon: o cara é dono de uma loja de discos de vinil - o que me faz lembrar de um filme nacional bem legal também, o Durval Discos - tem dois assistentes pirados (um deles, interpretado por Jack Black, o que deixa o filme mais interessante ainda) e por fim, Rob é um azarado quando o assunto é amor, e e aí que está o ponto cômico do filme. Rob passa o tempo todo filosofando sobre a sua vida, as vezes com tiradas bem humoradas e até sarcásticas, principalmente depois de levar um pé na bunda da sua última namorada. Tudo isso, aliado ao som de - muitas - boas músicas, que acabam interagindo com a história, mais ou menos como quando eu digo que a vida real também tem trilha sonora... *olha a divagação, hahaha*
Enfim, é um bom filme.

3) Categoria "mulher de verdade": O Diário de Bridget Jones (2001)


Outro filme adaptado de um Best Seller, aqui nesse caso, escrito pela britânica Helen Fielding. Bridget Jones é uma mulher na casa dos trinta anos (aquela idade polêmica na vida de uma mulher...) mas acho que ela consegue retratar a mulher atual, independente da idade, que vive as mesmas neuras que ela: os dilemas da vida profissional, a busca pelo cara perfeito, a eterna preocupação feminina com a beleza, e assim vai... e todo o desenrolar da história é em cima dos relatos que Bridget faz ao seu diário.
O que me fez me apaixonar pela Bridget foi isso: o fato dela mostrar ser uma mulher normal, não aquele modelo de mulher perfeita que pintam as revistas femininas. Ela não é perfeita - e sabe disso.
Impossível não se identificar com alguma situação da vida dela, como eu brincava dizendo: toda mulher tem uma Bridget dentro de si.
E que fique registrado: sou fã da série, daquelas de comprar os livros em português, inglês, os dvds, e etc... é.

4) Categoria "mundo da fantasia": O Fabuloso Destino de Amélie Poulan (2001)


Esse filme é a coisa mais encantadora, a começar com a atriz, Audrey Tautou, também conhecida pela atuação em O Código da Vinci e mais recentemente em Coco antes de Chanel, outro filme dela que gostei duplamente: uma pela Audrey e outra pela Chanel que ela interpreta. (Já falei que adoro Chanel e sua história? Chanel é diva master ever! hahaha!) Outro filme em que ela atua e também recomendaria, é o Coisas Belas e Sujas.
Mas voltando ao foco do filme, não sei se pelo fato do filme ser francês, mas pra mim ele tem todo aquele glamour parisiense. Com passagens de humor e pitadas de fantasia, o filme conta a história de Amélie, que cresceu cercada de toda proteção dos seus pais, e depois de adulta, a partir de uma descoberta no banheiro do seu apartamento em Paris, ela resolve ajudar as pessoas com pequenos gestos, com isso transformando a sua vida. Aliás, são nas pequenas coisas que Amélie busca prazer, e nos mostra que pode haver felicidade nas coisas simples. Simplesmente genial.

5) Categoria "a vida em poesia" (ou seria melhor dizer "a morte em poesia"?): A Partida (2008)



Do título original Okuribito 「おくりびと」ou ainda Departures em inglês, é um desses filmes que você olha para a sinopse e não se anima muito, mas quando assiste...
A história gira em torno do personagem Daigo Kobayashi, músico recém-casado com Mika (interpretada pela Ryoko Hirosue, que já atuou com Jean Reno em Wasabi, outro filme que eu curto bastante.. percebe-se que meu gosto pra filmes é bem eclético, não?)
Daigo de uma hora pra outra se vê desempregado depois que a orquestra em que tocava acabou. Então, junto com a esposa, resolve voltar a sua cidade natal para arrumar um emprego, se estabelecer e reiniciar a vida. Mas o único trabalho que ele consegue, é o de "nokanshi", um tipo de agente funerário que prepara o corpo dos mortos para a "entrada no outro mundo", como as vezes é citado no filme. O nokanshi faz tudo de maneira tão respeitosa, que chega a ser admirável o trabalho deles, mas nem todos pelo visto enxergam dessa forma... E é nessa profissão que Daigo irá descobrir o sentido das coisas da vida.
Aliás, curioso citar que muitos japoneses mesmo não conheciam esse tipo de profissional, segundo um post em um blog sobre serviços funerários que caiu na minha pesquisa pelo Google para tentar entender essa profissão.
Adoro esse filme, e costumo dizer que ele consegue transformar um tema considerado tabu para o ser humano, como a morte, em poesia. E esse realmente levou a estatueta de melhor filme estrangeiro em 2009. Vale muito a pena assisti-lo!

+1) Categoria "melhor animação ever": O Castelo Animado (2004)


Obra do mestre Hayao Miyazaki, só por isso já merece todo o meu respeito. Gosto muito de muitas produções do  Estúdio Ghibli, mas esse do lado de Tonari no Totoro (Meu Vizinho Totoro) e PomPoko (conhecido aqui como A batalha dos Guaxinins) entrou pro meu rol dos favoritos do Ghibli.
Sobre a história, foi baseada no livro Howl's Moving Castle, da escritora inglesa Diana Wynne Jones, e conta a história de Sophie, uma garota de 18 anos, que após um incidente e ser salva por um misterioso e belo rapaz, atrai a atenção da Bruxa das terras abandonadas, que joga uma maldição sobre ela, transformando-a em uma velha. Então decidida a se libertar da maldição, Sophie sai sem rumo, e em seu caminho acaba encontrando uma criatura mágica que a leva para o castelo de Howl, cujo dono, ela acaba descobrindo que é o rapaz que a salvou. Começa aqui uma insólita história de amor que até poder chegar a um final feliz, vai passar por muita coisa ainda...
Como sempre, mais uma animação do Ghibli que supera expectativas. Uma coisa que me faz amar as obras do Miyazaki, é que elas possuem uma sutileza e uma profundidade de personagens que vão muito além. Sempre me emociono.

E enfim, esses seriam os meus escolhidos ao Oscar de melhores filmes da minha vida, espero que tenham gostado. E alguns filmes que eu citei me deram até vontade de reassisti-los só para comentar no "Na telinha", ó...
E você? Quais seriam as suas escolhas? :)

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