9.6.12

Já ouviu falar? - Japão pretende exportar bairros

Então a gente explica!

Takeshita-dori - Harajuku 

Após o terremoto e tsunami que devastou parte do Japão, a economia japonesa vem passando por dificuldades, além da crise nuclear desencadeada depois do desastre. 
Todo mundo sabe que o Japão adora inventar moda - literalmente - e é exportador de cultura pop, seja através da música, dos games ou dos mangás e animes. Então é esse fator que o governo japonês quer utilizar para aquecer a economia do país.  

Inserido no programa "Cool Japan" - Programa do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, que visa divulgar a cultura japonesa no mercado internacional, e no qual obviamente a moda está inclusa - o projeto pretende "exportar" bairros famosos do Japão em forma de mini-centros comerciais, a exemplo do que foi inaugurado em outubro de 2011, dentro da TANGS - uma loja de departamento - em Cingapura, com o nome de "Harajuku Street Style". Dentre os mercados estrangeiros sob a mira do Japão estão a China, Coreia do Sul, Índia, França e EUA. 

Fachada da TANGS em Cingapura

Portanto, se trata de uma ação conjunta entre o Ministério e grandes e pequenas empresas do vestuário japonês, interessadas em expandir suas marcas no mercado externo. "Os jovens na Ásia, nos EUA e em alguns países da Europa realmente admiram o design e o senso de moda do Japão", disse Yusuke Kawamura, conselheiro senior no Daiwa Institute of Research ao jornal diário Yomiuri Shinbun. "Assim, a idéia de exportar áreas comerciais para outros países é boa. Roupas e outros bens vendidos em butiques pequenas tendem a serem mais populares do que produtos de grandes marcas."

Em abril desse ano, o governo realizou um fórum onde foram feitos acordos entre os principais varejistas nacionais com pontos de venda no mercado estrangeiro e pequenas empresas que vendem de tudo, desde roupas, alimentos, mangás e anime. "Acho que este evento é muito significativo", disse Maiko Fukushima, que dirige um bar onde jovens se reunem para cantar músicas de anime, no distrito de Akihabara, Tóquio. "Nós temos muitos fãs no exterior que acompanham nossas atividades através da Internet, mas as pequenas empresas não têm capital para ir ao exterior por si mesmas". Yuichiro Suzuki, presidente de um "maid café" disse que planejava começar a vender o conceito em uma grande cidade da Ásia, como Hong Kong ou Bangkok ainda este ano.

Akihabara - Paraíso dos eletrônicos - e dos otakus!

Isso seria um grande estímulo para pequenas empresas: "É difícil para as pequenas empresas entrarem no mercado externo por conta própria, mas eles têm um enorme potencial para vender", disse um funcionário do ministério do comércio. Pode ser que algumas não tenham capacidade de crescer no exterior, por falta de capital e know-how, mas todas elas contribuem para a construção de uma indústria criativa que pode ajudar a economia. 

Mas para que tudo dê certo, Nobutoshi Yamanouchi, um advogado especializado em fusões e aquisições de empresas jurídicas, Jones Day, adverte que os projetos precisam ser tratados com visão. "Não será tão simples vender a imagem de uma cidade inteira. Tal projeto vai precisar de alguém para administrar e projetar a imagem de cada distrito, por exemplo Harajuku". Ou seja: Cautela nunca é demais.

Imagens: Google Images 

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