20.4.10

O Diabo veste Prada?

Foto: Google Images

Há algum tempo, acho que todo mundo acompanhou a história de que a filial da grife no Japão estava demitindo funcionários que “não se encaixavam” no perfil da empresa, ou seja: funcionários que eles consideravam “feios” e fora dos padrões de beleza que supostamente são impostas pela empresa (ser magra, jovem e bonita)

Não preciso nem comentar que isso é um absurdo, seja aqui, seja no Japão, seja onde for. Ok, sabemos que os japoneses (mais especificamente, as japonesas) chegam a ser obcecados com a própria imagem, ao ponto de vermos meninas praticamente esqueléticas andando pelas ruas das grandes metrópoles, ostentando roupas caras de grifes famosas, se achando a última bolacha do pacote... (Particularmente? Acho feio menina magra demais) Um exemplo desse culto à magreza eu vejo pelos anúncios em algumas revistas japonesas que eu costumo comprar destinadas ao público jovem feminino.(A Popolo por exemplo – uma revista de Idols – assunto para outro post).
Nesses anúncios, são apresentados  produtos que prometem verdadeiros milagres e fotos de “antes de depois” seguidos de depoimentos de garotas que supostamente, utilizaram os mesmos para emagrecer. E eu fico chocada! Tiro por base as minhas medidas, 1,55cm e 48kg e para vocês terem idéia, se eu me comparar me sinto gorda perto delas! O___O

Pois bem, essa história da Prada deu o que falar no mundo da moda. Lendo mil matérias sobre o assunto, a impressão que dá é que seria a própria empresa que teria imposto tal “padrão” para seus funcionários. É notório que dentro do mercado de moda de luxo, se preserva muito esse culto à imagem, até porque é disso que vive o glamour da moda: do luxo, do belo, do sonho. (Grifes não vendem somente roupas e acessórios, vendem sonhos – daria assunto pra outro post também) Mas isso realmente chega a ser absurdo. 

E essa semana saiu uma notícia de que uma ex-funcionária está processando a grife italiana Prada por ter sido discriminada por causa de sua aparência. Rina Bovrisse diz que foi informada que para a grife não importa a competência profissional, se a pessoa não for magra, jovem e bonita e que seus superiores disseram sentir vergonha de sua aparência.

Ela questionou a conduta do gerente-geral de RH da Prada Japão, que a advertiu para que “mudasse o cabelo e perdesse peso” pois sua aparência não era apresentável para os executivos da Prada em Milão. Ela ainda teria sido instruída para que demitisse as funcionárias mais “velhas”, ou seja, mulheres com mais de 30 anos (Coitada de mim no Japão então)

Minha intenção era somente postar a notícia, mas acabou que eu não consegui me conter, acabei dando a minha opinião sobre o assunto. Quem quiser ler mais sobre o processo que a Rina está movendo sobre a Prada Japão: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/04/20/ex-gerente-da-prada-processa-grife-italiana-por-ser-discriminada-pela-aparencia-no-japao-916389871.asp

Fonte: O Globo/AFP

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